"Frete grátis" é uma das frases que mais convertem numa loja virtual — mas frete nunca é realmente grátis, alguém paga essa conta. A pergunta certa não é "devo oferecer frete grátis?", é "quanto isso custa e de onde esse valor vai sair?".
As três formas de bancar o frete grátis
A primeira é embutir o custo médio de frete no preço do produto — o cliente paga, só que de forma diluída e menos visível. A segunda é bancar do seu próprio bolso, reduzindo a margem — só sustentável se a margem já for confortável. A terceira é condicionar a um valor mínimo de compra ("frete grátis acima de R$ X"), que costuma aumentar o ticket médio o suficiente pra cobrir o custo.
Como calcular o ponto de equilíbrio
Pegue o custo médio de frete das últimas vendas e compare com o aumento de conversão que frete grátis costuma gerar (varia por nicho, mas geralmente fica entre 10% e 30% a mais). Se o aumento em vendas cobrir o custo diluído do frete, vale a pena testar.
Frete grátis condicionado costuma ser o meio-termo mais seguro
Pra quem está testando pela primeira vez, condicionar o frete grátis a um valor mínimo de compra é o jeito mais fácil de medir o impacto sem comprometer a margem inteira — e ainda empurra o ticket médio pra cima.
Frete grátis é uma ferramenta de conversão, não uma obrigação — vale calcular antes de prometer.
