Precificar errado é um dos jeitos mais silenciosos de perder dinheiro vendendo online — a venda acontece, o caixa parece movimentar, mas no fim do mês a margem não fecha. O erro mais comum é calcular o preço só pelo custo do produto, esquecendo os custos que só aparecem na venda online.
O que entra na conta além do custo do produto
Taxa por venda da plataforma, taxa do gateway de pagamento (Pix, cartão, boleto), imposto (quando aplicável) e, se você banca parte do frete, esse custo também. Somar só o custo de compra ou fabricação do produto ao preço de venda ignora uma fatia real da conta.
A fórmula básica
Preço de venda = custo do produto ÷ (1 − soma de todas as taxas percentuais). Se o custo é R$ 50 e a soma de taxas (plataforma + gateway) é 10%, o preço mínimo pra manter a margem intacta é R$ 50 ÷ 0,90 = R$ 55,56 — não R$ 55, que pareceria "redondo" mas já corta parte da margem.
Preço competitivo não é preço mais baixo
Competir só por preço baixo é uma corrida que costuma sobrar pra quem tem operação maior e margem menor por unidade — o mais sustentável pra loja pequena é competir por diferencial (atendimento, prazo, curadoria) e precificar de forma que a margem sobreviva mesmo com taxa e imposto descontados.
Revisar o preço de tempos em tempos, considerando taxa e custo atualizados, evita o efeito silencioso de vender bastante e sobrar pouco no fim do mês.
